Saturday, February 11, 2006

Mataram-se-me

Tenho pensado em mim, no que sinto, no que temo, no que espero. Por momentos fico abalada com tanto amor e força que observo; não os quis, já os deixei, mataram-se-me.
Porquê?
A força chega a um ponto em que já não é ela, é meramente o hábito da ultrapassagem, do costume à dificuldade, da incessante e cansativa busca pela felicidade.
O amor?
Oh o amor…
Não me acho capaz de amar; amo-me, isso basta.

Algo de um nada

Não morri, ainda.
Vou morrendo.
Viver por viver?
Viver para morrer?
Temos de esperar…
Pois bem, que fazer no entretanto?
Lutar? Para quê?
Vencer para quê?
Tudo o que atingir-mos não passará de uma vitória nossa, própria, de alguém, de ninguém, de um nada.