Ilusão vs Mestre Caeiro
“Tudo isto é uma ilusão”, suspira alguém a meu lado numa tarde de primavera. Corria uma brisa agradável que contrastava com o calor daquele dia. “O quê que é ilusão?”, interrogo com a mente aluada enquanto olho o rio que fluía. “Tudo. A vida essencialmente”.
De facto, não sei se feliz ou infelizmente, isso é verdade.
Felizmente porque a ilusão nos move e infelizmente porque ela raramente se concretiza. É curioso imaginar a humanidade sem ela; como seriam as nossas vidas? Quiçá monótonas, cómodas, sensabor, ténues…e como são com ela? Posso dar o testemunho de atribuladas, intensas, de extremos, recheada de riscos.
Mas até que ponto é preferível a dúvida de uma vida repleta de ilusões e lutas onde não prevemos se algum dia conseguiremos concretizá-las, ou a certeza de uma vida calma, pataca e certa? Como lidaria o mundo face à inexistência do sonho de prosperidade individual, da utopia da ambição, da quimera do sucesso, da racionalidade estratégica de delineamento da vida e da ilusão da subjectiva felicidade?
Ah mas que merda não conseguir responder a isto! Penso que se o Mestre Caeiro ainda estivesse entre nós poderia dar uma interessante palestra sobre tais questões!
De facto, não sei se feliz ou infelizmente, isso é verdade.
Felizmente porque a ilusão nos move e infelizmente porque ela raramente se concretiza. É curioso imaginar a humanidade sem ela; como seriam as nossas vidas? Quiçá monótonas, cómodas, sensabor, ténues…e como são com ela? Posso dar o testemunho de atribuladas, intensas, de extremos, recheada de riscos.
Mas até que ponto é preferível a dúvida de uma vida repleta de ilusões e lutas onde não prevemos se algum dia conseguiremos concretizá-las, ou a certeza de uma vida calma, pataca e certa? Como lidaria o mundo face à inexistência do sonho de prosperidade individual, da utopia da ambição, da quimera do sucesso, da racionalidade estratégica de delineamento da vida e da ilusão da subjectiva felicidade?
Ah mas que merda não conseguir responder a isto! Penso que se o Mestre Caeiro ainda estivesse entre nós poderia dar uma interessante palestra sobre tais questões!

1 Comments:
mestre caeiro & filosofias vs mestre alvaro & emoções
Amar... amar o suficiente para ser livre... amar as coisas, as pessoas, o ar, os risos, a fama, a desgraça e o indefinível. Amar um homem, um corpo, um figura, um ícone, uma transparência incorrecta de quem não sabe já que mais dizer. Amar é tão vago, amar é tão estranho e tão profundo, tão palpável e tão surreal, tão ali e tão lá atrás, tão lá à frente demais. E amar é o quê afinal? É um querer, é um ter, um habituar-se, um sentir? Não sei o que é, nem o que penso, nem quantas vezes amei na vida. Sei que a palavra já enjoa, já é banal o suficiente e mesmo assim teimamos sempre em repeti-la, à espera que um dia a idealização seja perfeita.. e ela surja, iluminada, verdadeira.
Era uma vez alguém que queria, queria, queria utilizar a palavra. Dava sorrisos, espalhava esperança, dizia sempre, sempre que sim. Mas às vezes dizer que sim não é suficiente pra cobrir o vazio que vem com Ela. Não é suficiente pra limpar lágrimas esforçadas e incorrigíveis. AAAAAAAAAAAAAAAAAAAhhhhhh e doía tanto, ardia sempre no mesmo ponto, a palavra pegava fogo. Seguraram-na, amarraram-na, violaram-na. Bateram-lhe. A palavra vazia de conteúdo que continha uma ignorância contente. A palavra que brincava com as pessoas de cada vez que lhe apetecesse. As pessoas que brincam com a palavra, quando o seu apetecer nada mais é que A Palavra.
Às vezes ela aparece do nada e eu vejo-te na distância de um infinito com fim. Às vezes perdoa-se e a mágoa fica lá. As vezes chora-se com lágrimas de crocodilo, figuras indecentes e patetas e mente-se, mente-se tanto, que acaba por não se acreditar em nada. Às vezes levanta-se um voo tão fugaz que mesmo quando caímos estamos no paraíso ainda, a contemplar o que a palavra teve de bom. Mas é tanta gente diferente, tantos caminhos, tantos horrores, tantas saudações inesperadas e tanta indiferença... que não se encontra nunca um ponto que coordene o norte do meu ser. Do meu e daqueles que sentem o mesmo que eu, o exagero de sentir. Porque ao contrário dos poetas – e por uma tentativa de convencimento da minha própria sanidade mental – não sou única, especial, malfadada, desgraçada e só. Sou eu, mas não deixo de ser todas e todos aqueles que me queiram sentir. Somos tão felizes,oh Álvaro!
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