Hoje não vou escrever para ninguém, vou escrever para mim. Como tenho passado? O habitual; fuma-se, dorme-se, pensa-se, chora-se, o habitual. Baralho-me. Tudo à minha volta tem de ter uma razão, um sentido…quem me impingiu tal? Eu. Não me apetece escrever nada, quero escrever tudo. Em que ficamos? Ò senhora explicação, senhor Viktor, que tem argumentos para tudo, compreenda-me este marasmo de vida, da minha vida! Aproveito o tempo para dormir, assim vou experimentando a morte. Na morte sonha-se? Estupidez, não. O subconsciente, que origina o sonho, está apagado. Mas então a nossa alma? Não é o mesmo? Tenho sono, estou quase a dormir…afinal, a própria vida é um sonho cujos pequenos momentos de morte (por ironia, indispensáveis) nos obrigam a adormecer e a esperar que o subconsciente não se apague. Caso se apague no sono será tão mais fácil, não estaremos conscientes; a morte perfeita!
|
0 Comments:
Post a Comment
<< Home