Thursday, March 17, 2005

A correr, assim o mundo se vê

Certamente todos nós reflectimos sobre o quão depressa a vida passa, sobre o tempo perdido e apressado, e até sobre a evolução repentina das mais pequenas situações que nos preenchem o quotidiano. Pois bem, é graças a essa reflexão que nos apercebemos que, realmente, a nossa passagem por terra, é tão pequena e insignificante como a de uma simples formiga que percorre o chão.
No entanto, apesar de essas mesmas formigas serem ainda mais minúsculas do que nós perante este universo infinito, elas cooperam entre si, reinando a paz e o sentido de entre ajuda sobre elas...como será então possível, que até estas pequenas criaturas, sem inteligência e sem qualquer evolução, consigam assegurar essa paz e entre ajuda, e nós, seres inteligentes e em progresso constante, não o consigamos?
A missão do formigueiro, é, sem dúvida, trabalhar para sobreviver. E nós? Qual será a nossa missão?
Será que nos preocupamos em sabê-la, descobri-la verdadeiramente?
Como, actualmente, conseguimos bens de primeira necessidade sem grande esforço, o ser humano necessita sempre de mais e mais. Essa busca constante de luxúria, poder e futilidade, cega a visão de paz e cooperação de que tantos nós precisamos!
Digamos que uma pessoa que viva apenas para seu próprio consumo e que vai ignorando as bases fundamentais duma consciência realmente tranquila, termina a sua existência com o remorso e a sensação de inutilidade de uma vida desperdiçada em pensamentos e actos egoístas… Certamente que, o ser humano enquanto ser emotivo, não se apazigua com esse sentimento novo que, no fundo, já existente, aflui agora no seu máximo.
É então que se recorre a todas as possíveis lembranças, momentos, decisões cuja consciência, avivada, os tenta distorcer e os imagina como poderiam ter sido tão diferentes se o mundo e a vida não corressem tão depressa…

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