Tuesday, March 08, 2005

O peso do pensar no pensameno

Mal durmo, pouco falo; talvez pense demais.
Para quê pensar se só a irresolução de todas as dúvidas é permanente? Procuro, em vão, uma fórmula para a vida…
Decidi não mais pensar! Quem sabe até, o ego daqueles que não pensam, seja mais feliz, mais realizado e sem quaisquer dúvidas daquilo que, no fundo, são ilusórias certezas. Decerto, uma vez que não há a ginástica da reflexão, não poderá existir uma íntegra delineação do seu rumo, do seu futuro.
Assumido tal papel, viverei, nesse caso, por viver.
Oh pensamento maldito! Afasta-te de vez para que eu consiga a plácida função sem ter de carregar com o peso de pensar naquilo que posso ou devo, não posso ou não devo cogitar.
E então eu ando e eu vou e passeio e rio e como e caminho e eu olho e eu vejo e surpreendo e eu choro e eu paro e eu penso e eu penso e penso e penso…
Barafunda, confusão… pensamento, onde está a razão?

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